quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

As pessoas que já acompanham meu Blog sabe que este não é um "site" informativo, mas algo bem pessoal e subjetivo, porém hoje resolvi escrever um texto sobre a turnê de Amy Winehouse no Brasil.
A imagem da artista é passada nos meios de comunicação como uma "cantadora que aos poucos está perdendo seu sucesso pelos excesso de álcool e outras drogas".
Mas, afinal o que tem por detrás de toda imagem midiática construída em cima de Amy?
A cantora chegou no Brasil no inicio do mês fazendo show's nas principais capitais - com o palco cercado de jornalista a espera de um desfio da cantora a estrela do jazz cantou suas principais músicas com muito receio.
Os meios de comunicação estavam prontos para julgar a partir de um copo vermelho cheio de uma bebida não identificada.
Amy não é uma artista comum, é uma personagem que carrega o símbolo da violência, da contradição da fantasia da música e a do objeto concreto de uma pessoa comum, com vícios, decepções e frustrações.
Como foi dito na Rede Globo: " o mundo espera de Amy algo muito mais do que música".
E a mídia sabia que sua tendência ao álcool não "estaria curada" e não poderia estar porque simbolizaria a vitória do a- normal sobre o desejo.
Devemos entender que Amy não é uma princezinha criada em Hollywood para agradar 30 mil pessoas em cima de uma caixa preta.
Ela tem brilho, tem um estilo próprio, diferente da caricaturas subordinadas a uma indústria musical.
Amy grita, bebe, bate e assim demonstra que o irreal (des)dobra-se nas fronteiras de hábitos que ainda consideramos como não- civilizados - até na música



Um comentário:

Nate Oliveira disse...

Você é incrível Daniel...