segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Moleque, deixa eu te falar!

Psiu, cala a boca! Agora eu que vou dominar!
Uma tentativa frustrada de transformar no outro aquilo que mais desejo.
Sinto meus pés no chão, tendo criar raízes...
Olho. Passo a mão devagar no teu cabelo, desço o pulso pelo pescoço.
Sinto tua respiração (curta, quente, molhada!). Levo meus lábios nos teus, digo em silêncio teu nome.
Neste momento não preciso de explicações.

(Pausa poética)

Desço molhando cada gesto. Você ali paralisado pensando no julgamento.
Pecado seria deixar você com essa calça fechada.
Vou mordendo tua carne, tentando sentir melhor teu sabor.
Teus pêlos já estão molhados. A camisa pelo chão, pisada, reflete o calafrio dos teus pés.
Aí! Quero entrar de você...

(Questiono)

Aquele barulho do zíper abrindo. Teus dedos fora do chinelo
tremidos pela esperança dos próximos atos.
O boné sempre firme para trás.
O corpo como um pêndulo indo e vindo em direção minha boca.

(Cale-se)

Sinto o peso de tuas mãos.
Teus braços fortes no mais íntimo do meu ser.
Já somos uma único corpo.
Uma mistura de consumo com metamorfose.
Confundindo dor com prazer.
Sinto o cara mais homem do mundo debaixo de ti.




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