Sempre estamos a ouvir o velho ditado que a vida é para ser vivida nos pequenos momentos, da anunciação que a felicidade vem das coisas simples.
Nos últimos dias fiquei pensando nessa hipótese. Afinal, o que faz meus músculos faciais trabalhar na intensidade um sorriso?
Domingo, 30 de maio de 2010: dois dias com vinte anos
Depois da sinceridade da felicitação de um cachorro concentrei minha atenção em uma noite de suco após uma seção espírita.
Busquei Natália (Santos, 2008) em sua casa, liguei para Lara (Ribeiro, 2008) e com apenas planejamentos motores organizei uma noite de boas conversas com a participação especial de Lili...
Um álbum composto por músicas diversas, iniciando nossas canções com a citação a Nirvana (detalhe para o acústico).
De Santos a Ribeiro já esperava o habitual (uma noite com fritações, mesmo com vacas em regime), mas da participação especial no álbum começou a surgir temperos orientais e uma sentimentalidade (a beira de um ataque de nervos) transcendente a uma vitamina de maracujá.
Tenho tido esforço em observar a corporeidade distraída das pessoas expressa desde as mãos apoiadas aos joelhos flexionados.
Ribeiro com medo sempre ajeitava sua bolsa, Santos com ansiedade olhava para as passadas (passagem trifásica?) dos garçons e para perto do caixa e Lili mentia para si mesmo que não estava sentindo frio.
[Doce inocência]
Como de costume, a uma referencia a Brian (Queer as Folk) ficava a olhar as pessoas que passavam com ou sem malas (pessoas paradas também com cadeiras vazias sobrando em suas mesas. Estariam elas desejando a presença de outras?)
Não que seja cafajeste, desejando tod@s, mas era apenas uma atitude de proteção, de domínio em uma postura ativa e assumindo meu medo na passividade do momento.
Sendo, como o cachorro do ultimo texto: desde criança que tenho mostrado uma pessoa romântica, que deseja flores e luau na beira da lagoa - fico nessa procura, em bares com suco de maracujá, sacadas de apartamento e beiras do asfalto.
Não mudei muito depois da minha infância, só inserir novas letras nas canções de amor (e talvez por não saber-las repetir) que fico observando as pessoas, tirando conclusões a partir de preliminares e não entregando a nenhum transeunte de forma satisfatória.
terça-feira, 1 de junho de 2010
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