Sempre estamos a ouvir o velho ditado que a vida é para ser vivida nos pequenos momentos, da anunciação que a felicidade vem das coisas simples.
Nos últimos dias fiquei pensando nessa hipótese. Afinal, o que faz meus músculos faciais trabalhar na intensidade um sorriso?
Sexta feira, 28 de maio de 2010: meu aniversário de 20 anos.
O que devemos esperar de datas como essa? Aniversário, 20 anos. Passei a noite bebendo com alguns amigos (pessoas próximas e colegas distantes). Acordei cedo vim para aula com a bicicleta balançando para o lado e pro outro... [subi a reta com o Arthur, amigo de república, é algo simples subir a reta com uma companhia, porém é uma presença que deixa seu dia melhor].
Era só dividir a sala em grupos, escolher um tema e preparar uma aula: bom motivo para tantas discordâncias transformando meu aniversário que era um momento para beber e sorrir em um dia reflexivo.
Por que existem momentos comemorativos?
Comemorar: Lembro das primeiras falas depois da primeira noite de sono dos 20 anos – uma oração a Deusa agradecendo todos os sinais de vida.
Quantas vezes eu consigo ligar a natureza e a socialização com a vida?
Viver não é simplesmente um ato, creio que é um desafio. Agora sobreviver já é outra história.
Pessoas: encontros e desencontros. Estabelecemos limites desses nossos momentos de contato para diminuir nossos “momentos” pensantes (e conseqüentemente a dor).
Passando pela UFV um cachorro correu próximo de mim, lambendo-me e entregando totalmente em meus braços. Quanta entrega! Quanto abandono! [Seria todo ato de entrega um ato de abandono? E então o que seria o amor? Carência? E o que diferenciaria amores eternos, amores momentâneos e carência de ir ao pote com sede?]
O cachorro ali balançava o rabo, corria... O melhor presente de aniversário (e o mais sincero).
[Abandonos produtivos]
Estou assim no pretérito do gerúndio do verbo abandonar, sem achar a democracia é válida quando as pessoas não têm/desenvolve sua consciência.
Abandonando a vida aos poucos, fugindo da vida, buscando armários, segredos...
Abandonado nas noites frias, aniversário sem parabéns, falsos copos de cerveja (fugindo na bebida).
Abandono essa individualidade egoísta, consciência para buscar o perigo de outro corpo, entregar nesse refúgio, sentir-se completado (e depois abandonado).
terça-feira, 1 de junho de 2010
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