Transformar todos os adjetivos em objetos substanciais. Ousadia seria a palavra correta onde à dualidade das coisas prevalecem. Não existe nenhum conceito de valor, paz, amor ou solidariedade: estamos diante da essência humana!
Em nenhum momento refiro à socialização, construção coletiva, fato social ou ator igualitário em perspectivas dialéticas. Estou falando da natureza de um ser (impossível pensar assim!).
Irônico, surreal, lépido ou simplesmente algo muito “viajado”?
Gosto dos pensamentos selvagens, algo não encontrado na atual civilização marcada com pessoas normais sem o instinto da sobrevivência (ou simplesmente com o espírito do passar dos dias!).
Gosto de sonhos, de desenrolar dos planos, da aspiração pela imaginação (tão triste ver as pessoas vivendo em suas próprias casas, com o relógio na parede, vendo tudo passar, acorrentada em sua realidade medíocre!)... Depois você diz que é falta de opção!
Escolhas: faça a sua!
É muito melhor viver na dualidade, no sujeito coletivo, em casais, reproduzindo valores, sustentando famílias, culpando o sistema...
Ainda você pode ter o controle remoto, dar pause na hora exata, sentir a beleza das cores, os sons mais timbres, os sabores mais doces, as palavras de ordem revolucionárias (as fileiras, o despertar de consciência).
Sentir-se irreal com os pés no chão!
Gosto de coisas simples, de procurar agulha no chão e depois entender porque ela foi parar por lá!
Ser irreal, não significa desmarcar todos os compromissos...
É acreditar no mundo paralelo, nos corpos que desfilam dentro de si, as identidades múltiplas, os personagens mascarados nas noites de Natal... É ir correndo atrás dos Reis Magos e trocar mirra por um bom açaí com sonho de valsa para Jesus.
Daí você vai ouvi dizer que seu extremismo é contraditório, que sua vida é contraditória, que tudo é contraditório.
Erguem-se os estereótipos: chegou a hora dos bichos grilos, dos drogados, das bichinhas, dos playboys e das mães dos telejornais chorando por suas casas desabadas.
Gosto do destino, do carma, da lei da ação e reação e da terra molhada pronta para receber sementes.
E para a dualidade: os normais comparam-se com os loucos.
É tão bão soltar no abismo e deixar seu corpo mergulhar na escuridão que dá espaço para a pulsação do movimento humano!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
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