sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Poema sem fim!

Não sou o mesmo em nenhuma manhã, em nenhum Sol poente...
Conservo algumas drogas no armário sim!
E noutras prefiro conhecer seu veneno aos poucos..
Já arrumei meu quarta-roupa muitas vezes e desfiz de muitos simbolismos!
Sei o que quero,mas não consiguo ter rotina...
Posso ser então bicho solto.
Mas, liberdade é uma palavra que tenho medo!
Estou assim sozinho,mas uma solidão bacana..
Aprendi a gostar ainda mais de futebol e ver na bola manipulada por teu pés!
Tudo é tão irreal que ainda acho que são as drogas do meu armário..
Tudo pode passar e sei que tudo vai passar...
As ações são do meu Santo e para ele celebro ajoelhado como os servos globais...
Não tenho nome,não tenho pretensões...
Sou da Terra e a Terra há de me comer!
Chega de velhos troques,velhas invenções!
Sou da Terra e a Terra há de me comer!
Já fiz poemas,poesias..prefiro ler autobiografias!
Já não tem cartazes de nada em minha parede,mas minha memória!
Sou assim da Terra e há braços faz parte da rotina..
Antes do Adeus,sabe que realmente há Deuses
Estou em Gaia e é por equilibrio que vivo...
E a bola com de rosa me odeia...
Coitados eles não entendem que prazer não faz,já nasce dentro doutro...
Homens de branco há frente..é a Guerra?É a fome!
Não faço sexo com tanto rotina,mas os orgasmos são cada vez mais comuns..
Estou tão livre e tão bem!
Cantando na Chuva...
Ouvindo a música dos gnomos!
E a morte me visita todas as noites...
É um delírio pela perda,pela ausência
Mas, não a ausência do outro,mas da individualidade humana..
Sou egoísta nas horas certas e o mais idiota nas outras incertas..
Você me acha assim "escroto",mas nem ainda de saco cheio...
Pelas ruas vou a correr
e a correr não perco nada, além das cores dos meus olhos.
Já tenho arte,já tenho espelhos, já tenho mentiras,já tenho fome,já tenho...
E quando tudo passar vou pra aí rever velhos amigos e lembrar dos velhos contos
Eu sou da Terra e ela há de me comer!
Pelo espiral da vida,estou retilíneo.
Até quando?
Eu sou da Terra e a Terra há de me comer!
Tudo pode ser umas questão de ordem
E você pode resumir a vida em uma bichinha grilo
Mas,eu prefiro a cantigas de rodas e os pássaros
Por isso o vermelho mais vivo e confude com teu sangue!
Os carros passam e a mercê dos ventos fujo e procuro não estar
Meus pés procuram calor e no alto grau querem sairem dançando!
Eu sou da Terra e ela há de me comer!
Havemos Pátria!
Havemos aqui, um dia, um riso
Lá na vida,aqui dentro de mim
Eu sou da Terra e ela há de me comer!

Nenhum comentário: